A saúde vem pela boca! Essa afirmação nunca teve tanta força como agora. Está mais do que provado que uma alimentação saudável previne uma série de doenças e os médicos alertam para a importância da educação alimentar. Como as crianças vão cada vez mais cedo para a escola, isso só é possível por meio da parceria entre a escola e a família.
Algumas instituições de ensino em São Paulo são pioneiras nessa idéia e, em muitas delas, salgadinhos e refrigerantes são proibidos. Além disso, transformaram Educação Alimentar em projetos pedagógicos, dando mais amplitude ao trabalho de conscientização.
Na Escola Carlitos, em Higienópolis, a educação alimentar é prioridade dentro e fora da sala de aula e começa já nos primeiros anos da vida escolar. Várias são as ações que têm como tema principal a alimentação saudável.
A Carlitos oferece almoço para alunos que ficam em período integral duas vezes por semana e, a partir desse ano, as refeições são preparadas na própria escola. Com um cardápio rígido, a nutricionista responsável, Adriana Martins de Lima, sentiu a necessidade de mostrar aos alunos que almoçam no colégio, por que não se pode comer batata frita e hambúrguer todos os dias. "Eles costumam reclamar um pouco no começo, mas esse é nosso desafio. Ensinar a eles a razão de termos a combinação de determinados alimentos para se chegar a uma alimentação saudável", explica.
A nutricionista realiza diversas atividades práticas no intervalo entre o almoço e o retorno às aulas da tarde, com alunos do 2o ao 5o ano. Uma delas é a apresentação de uma série de sacolas contendo diversos alimentos. Cada uma delas representa uma refeição: café da manhã, almoço e jantar. Os alunos analisam cada item das sacolas e abrem uma discussão para avaliar a qualidade nutricional das sacolas (refeições). Martins acredita ser fundamental trabalhar desde cedo e em parceria com as famílias.